Objetivo é estimular a participação dos pais na educação dos filhos


No sábado dia 8 de abril o Estado de Santa Catarina realiza a segunda edição do Dia da Família na Escola. A atividade é prevista no calendário da rede estadual de ensino e tem o objetivo de estimular a participação dos pais na vida escolar dos filhos. “Teremos palestras, exposição de trabalhos, atividades culturais e recreativas. É uma oportunidade para estreitar os laços de afeto entre pais, filhos e professores. É um momento para chamar a atenção sobre a importância da presença dos pais na educação dos filhos, porque todo o dia é dia da família na escola”, afirma o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Glauco José Côrte.

Este é o segundo ano em que as escolas da rede estadual e do Sistema S sistematizam e unificam uma programação para atrair os familiares dos estudantes. A iniciativa foi do Movimento Santa Catarina pela Educação, cuja proposta foi aceita e aprovada pelo Governo do Estado e Assembleia Legislativa, que a transformaram em lei. A primeira edição do Dia da Família na Escola foi celebrada em abril de 2016.

Para o secretário de Estado da Educação, Eduardo Deschamps, “a participação da família acompanhando a vida escolar os filhos dentro e fora da sala de aula é fundamental para que possamos cada vez mais melhorar a qualidade da educação catarinense. O dia da Família na Escola vem concretizar o desejo de um maior acompanhamento dos pais em toda a trajetória escolar das crianças e adolescentes”.

Um dos estímulos à realização do Dia da Família na Escola é pesquisa do Instituto Ayrton Senna, em parceria com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Segundo dados os estudantes que recebem apoio e atenção dos pais na sua vida escolar estão, em média, quatro meses à frente no aprendizado em comparação com os que não recebem essa atenção. “A pesquisa colocou em números aquilo que a experiência e o conhecimento da vida já nos ensinavam”, destaca Côrte.

“Incentivar o envolvimento dos pais na vida escolar dos filhos ou dependentes é um compromisso de todos, do estado à iniciativa privada, no qual os frutos beneficiam toda a sociedade com uma nova geração mais capacitada para enfrentar os desafios”, afirma o presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt. Segundo o empresário, além do impacto positivo no aprendizado e no desempenho, o engajamento familiar ainda fortalece o vínculo entre aluno e o ambiente escolar e ajuda a compartilhar os valores e a educação oferecidas nas escolas.

O presidente da Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Santa Catarina (Fetrancesc), Ari Rabaiolli, entende que "não dá para pensar em um futuro sem trabalhar, desde cedo, a formação pessoal e a vida escolar”. O empresário entende que “é na formação de base que se começa esta construção, esta ampliação de horizontes. A escola e a família se complementam e fundamentam para que lá na frente se consiga tomar importantes decisões para a vida".

“Envolver os pais no dia a dia escolar é importante para melhorar o desempenho dos alunos e para que todos entendam que a formação de cidadãos conscientes é dever tanto da escola como da família. É fundamental também no meio rural, ampliando a qualificação dos produtores a fim de reforçar a importância da permanência no campo”, disse o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc), José Zeferino Pedroso.

Movimento Santa Catarina pela Educação

O Movimento Santa Catarina pela Educação é uma iniciativa desenvolvida pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) desde 2012, com participação do SESI e do SENAI. Obteve a adesão das federações patronais e dos serviços de aprendizagem e social do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio, Senac e Sesc), Agricultura (FAESC e Senar) e Transportes (Fetrancesc, Sest e Senat), além das entidades representativas dos trabalhadores das indústrias e de instituições públicas, como a Secretaria de Estado da Educação e a União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime-SC). Seus principais desafios são de proporcionar a todos os trabalhadores catarinenses a escolaridade básica completa até 2024 e formação profissional e tecnológica compatível com a função, com foco na educação para o mundo do trabalho e na articulação e influência social na educação de Santa Catarina.